Você se lembra?

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“Lembra de quando juramos estar juntos em tudo? Lembra quando fizemos promessas de nunca nos afastar? Você ainda se lembra de como eramos um grude? Juramos que não haveria mudanças, mas quem ia adivinhar que tantas coisas mudariam, não é mesmo?! Que outras pessoas chegariam roubando o “nosso espaço”, e que eu ficaria de lado sem ter um motivo aparente?

Não é normal sentir saudades? Será que você sente saudades? É sufocante saber que nunca será o mesmo, pelo menos essa hipótese se torna cada dia mais irrelevante.

As lembranças, as histórias, as brincadeiras, os desabafos, os sorrisos e os choros estão guardados aqui dentro. Os velhos e bons momentos serão guardados com a mesma intensidade que foram vividos.

Sabe, gostaria de perceber onde errei, onde deixei a peteca cair ou simplesmente entender o caminho que as coisas tomaram.

Dá aquela saudade do meu dia à dia com você, aquela saudade de empréstimos sem fim, aquela saudade do seu abraço apertado, dos olhos azuis, das palavras sinceras, dos conselhos de amigo, dos puxões de orelha diário, das risadas sem graça, do beijinho estalado na bochecha, das fotos tiradas, das brigas compartilhadas, dos gritos dados, das horas roubadas, dá aquela saudades de você.

Será que ai dentro tem essa saudade? Será que foi tudo isso pra você também? Será que foi ou ainda está sendo? Será que valeu pra você o tanto que valeu pra mim? Será que a saudade bate tanto em ti quanto bate em mim? Estranho seria não enlouquecer com a partida de pessoas, estranho seria não doer, estranho seria não sentir a saudade matando aos poucos.

O silêncio tomou conta, assim como a saudade, as palavras foram levadas conforme sua ausência se fazia presente, tudo foi aos poucos, mesmo eu não querendo. Nunca sei o quanto a dor pode ferir ou o amor transbordar, nunca sei a medida certa para me salvar de ambos. Seria estranho ainda sentir saudade dos velhos tempos? Seria estranho sentir saudades dos amigos distantes? Qual a proporção dessa tal saudade?

Foi outono, foi o meio termo, foi fato mal acabado, foi sol e chuva ao mesmo tempo, só não foi primavera.”

Roama Alves

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