Resenha: Orgulho e Preconceito

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Título: Orgulho e Preconceito

Autor: Jane Austen

Editora: L&PM Pocket

“É verdade universalmente conhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa.”

É com essas palavras que Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito, conduzindo o leitor diretamente ao lar dos Bennet, família com não menos que cinco noivas em potencial: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia. Quando o  sr.Bingley e o sr. Darcy, dois jovens distintos, chegam a Hertfordshire, todas ficam em alerta: eles são solteiros, bonitos e, claro, donos de uma boa fortuna.

O que poderia ser uma típica história de amor é, nas mãos de uma das escritoras de língua inglesa mais difundidas pelo mundo, um espetáculo de grandes personagens e diálogos sagazes, com um timing perfeito para a ironia.

Após assistir o filme (que particularmente achei maravilhoso)  fiquei super curiosa em ler a obra, que não faltou com as minhas expectativas, mostrando ser tão bom quanto sua fiel adaptação cinematográfica.

Logo de início é quase que impossível não se apaixonar ou se identificar um pouco com a personagem principal, Elizabeth Bennet, também chamada de Lizzy, que vive numa família em que não se enquadra muito bem, com um pai meio ausente, irmãs que a envergonham e uma mãe louca por casar logo suas filhas.

Não é por menos a atitude da Sra. Bennet, como era costume na época, toda herança da família era herdada pelo filho homem, e com cinco filhas todos seus bens seriam destinado para um primo distante, logo, assim que chega o jovem Bingley à cidade, ela se esforça ao máximo  para aproximá-lo de sua filha mais velha, Jane.

Junto com esse jovem veio também o sr. Darcy (suspiros rs), que logo no começo mostra grosseria, orgulho e modos secos para com Lizzy, mas com o desenrolar da história percebemos que os papéis acabam por se inverter e ao descobrir seus verdadeiros sentimentos por Elizabeth faz de tudo para conquistá-la.

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É aquele tipo de livro que você se delicia com cada frase e não tem mais vontade de largar. Os personagens são todos cativantes a sua maneira (coração batendo mais forte a cada fala de Darcy rs), e Jane Austen consegue, mesmo em sua época, ter um olhar moderno. Com seu humor, sendo sempre espirituosa, sarcástica e gozadora, traz um lado diferente das mulheres, como podemos observar em Elizabeth, que não precisa de estereótipos femininos, vulgaridade ou mesmo ser prendada para conquistar atenção de seu amado, uma heroína que critica a futilidade feminina e defende suas posições com muita convicção e atitude. Uma inspiração e um exemplo, não é mesmo?!

Todo desprezo entre ela e o Sr. Darcy foi se transformando em admiração, o orgulho e o preconceito foi sendo deixado de lado de uma forma sutil e incrível. Lizzy consegue seu merecido “final feliz”, mesmo acreditando não merecer algo do tipo devido sua classe social.

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“Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho tem mais a ver com nossa opinião a respeito de nós mesmos, a vaidade, com o que desejamos que os outros pensem de nós.”

“Podemos todos começar livremente…uma leve preferência é bem natural. Mas são muito poucos os que têm coragem de se apaixonar de verdade sem algum encorajamento.”

“A imaginação de uma mulher é muito rápida; ela pula de admiração ao amor e do amor ao matrimônio, num só instante.”

“A distância nada importa quando se tem um motivo.”

“Há baixeza em todos os artifícios que as senhoras se prestam a usar tendo como meta sedução. Tudo que beira a astúcia é desprezível.”

“Meus sentimentos não se esvaem diante de qualquer tentativa de removê-los.”

“Exceto casar-se, o que uma moça mais gosta é de sofrer um pouco por amor de vez em quando. É algo em que pensar..”

“O que são rapazes comparados a rochas e montanhas?”

“Minha coragem sempre emerge diante de tentativas para me acovardar.”

“Tenho lutado em vão. Não adianta. Meus sentimentos não serão reprimidos. Precisa me permitir dizer-lhe com que intensidade eu a admiro e amo.”

“Estou apenas decidida a agir da forma que, no meu modo de ver, me proporcionará a felicidade.”

“Só pense no passado se sua recordação lhe trouxer prazer.”

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“Não posso determinar a hora, ou o lugar, o olhar, as palavras, em que tudo se baseou. Foi há muito tempo. Eu já estava a meio caminho antes de compreender que já tinha começado.”

“Sou até mais feliz que Jane; ela apenas sorri, eu rio.”

” ‘Foi minha impertinência que lhe despertou admiração?’ ‘Foi a vivacidade de seu espírito.’ “

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